Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

riscos_e_rabiscos

.

.

Aos meus amigos.

Quero deixar aqui um agradecimento a todos aqueles que, assim que souberam do que me aconteceu, vieram em meu auxílio, que se preocuparam comigo, que mostraram a sua preocupação e amizade e que sei que estão ao meu lado para não me deixarem cair.

 

Os primeiros a quem tenho de agradecer é ao meu N. e à minha mãe que têm sempre a palavra certa para dizer no momento certo. "Tem calma", "tudo se há-de resolver" ou "logo arranjas outra coisa" são expressões que vindas deles têm um peso e um significado diferente. São o meu conforto, são aqueles que me continuam a dar motivos e palavras para alimentar a Esperança. São eles o meu pilar e que me dão alento e força para não desistir e continuar.

 

Depois chega a vez dos meus amigos: dos reais e virtuais. Obrigada à Sara, à Elsa, à Marta, à Cêzinha, ao Helder, à Susana, à Maria, à Marisa pelo "socorro" imediato, pelo carinho, pelas palavras amigas, de apoio, conforto e Esperança. Obrigada por estarem aí, sempre disponíveis, por também não me deixarem desistir e me incentivarem para ir à luta.

 

"Um amigo verdadeiro é alguém que crê em ti ainda que tu deixes de crer em ti mesmo."

(Autor desconhecido)

 

 

Desabafo.

Mais um mês novo, mais um dia triste. E a vida sempre igual. Devo ter aquilo que a Maya (taróloga) designa como Karma lento mas o meu não é lento, é parado mesmo. A sensação que tenho é que a vida se esqueceu de mim, que as coisas boas não estão destinadas a entrar na minha vida e que em vez da minha vida andar para a frente, anda para trás.

 

Começando por ontem, enquanto toda a gente recebeu o seu ordenado, eu não. Os cheques dos recibos verdes não chegaram. Como já ganho um grande ordenadão e vivo do ar, não preciso de receber no fim do mês como qualquer outro trabalhador. O meu último ordenado chegou apenas para fazer alguns pagamentos de despesas (outros ficaram por pagar), contribuir para a prestação do empréstimo da casa, comprar o passe e mais nada. A minha conta ficou mesmo a zeros. Não deu nem para um café. Café tomado num café mesmo, só ao fim de semana quando o N.vem porque é ele que me paga um ao sábado. 

 

Não sei para onde me virar. Antes ainda ganhava uns tostões a dar explicações mas desde que abriu o centro de explicações aqui, acabou-se! Nunca mais tive alunos. Virei-me para o artesanato fazendo as minhas bijus e as minhas coisinhas em tecido mas não devem ter graça nenhuma pois não têm saída nenhuma. Há pessoas a fazer peças como as minhas e a vendê-las caríssimas mas mesmo assim têm uma saída incrível. Ainda bem que assim é, haja alguém que consiga ter sucesso nos seus negócios. E não me venham dizer que não se vende nada por causa da crise porque não é verdade. Eu não tenho dinheiro, por isso não posso investir em certas coisas que se calhar iriam fazer a diferença nas minhas peças.

 

À minha volta só há coisas que me deitam abaixo e me desmotivam, oiço cada coisa acerca da minha pessoa de rasgar o coração e sem eu as merecer. Acabo sempre lavada em lágrimas e a sofrer calada. Não posso fazer mais nada.

 

Vamos ver que mais agruras me trará este novo mês.

Querer.

                

 

 

Queria ser uma pessoa daquelas cheias de alegria e alto astral. Que levam a vida a brincar, vivendo um dia atrás do outro. Que tem sempre uma palavra de ânimo para dizer e um sorriso estampado nos lábios.

 

Parecem conseguir lidar com os problemas da vida mais facilmente do que os outros. Que as dificuldades os afectam de maneira diferente e nunca os derrotam.

 

Queria ser uma pessoa cheia de energia positiva para poder distribuir ao meu redor, minimizando os problemas dos outros e os meus, oferecendo alegrias e diminuindo tristezas.

 

Queria ser um raio de sol para aquecer os corações humanos e iluminar os caminhos certos a pisar.

 

Queria que a alegria derrotasse a tristeza e que os sorrisos passassem a ser o uniforme diário de cada um de nós.